“A Ilha e Seus Desafios! A Esperançosa São Luís da 2ª Década do Século XXI (2011 A 2020)” (2021)
- maickon25mm
- 8 de ago. de 2024
- 3 min de leitura
PREFÁCIO
“Ela não foge da luta”. Faço aqui a minha reverência a professora e historiadora Lúcia Maria Silva Castro, parafraseando o título de um dos seus livros: ELAS NÃO FOGEM DA LUTA! AS VALENTES MULHERES DO MARANHÃO. Obra de prazerosa leitura e de imensurável valor histórico com a relevância compreensível sobre a trajetória de virtuosas mulheres que deixaram suas contribuições aos maranhenses e que somos todos convidados a conhecê-las. Não poderia, portanto, deixar de salientar, que a sua brilhante trajetória como mulher, mãe, professora, pesquisadora, historiadora, militante por justiça e dignidade humana, lhe conferem os atributos de quem nunca fugiu de suas lutas individuais ou coletivas, e assim sendo, me sinto muito seguro ao destacar que esse seu novo trabalho: À ILHA E SEUS DESAFIOS! A ESPERANÇOSA SÃO LUÍS DA SEGUNDA DÉCADA DO SÉCULO XXI (2011 a 2020), é mais uma significativa obra literária que somos convidados a conhecer e que vem colaborar para enaltecer o seu papel de protagonista feminina e de notável destaque entre as inúmeras mulheres maranhenses que de forma anônima ou não, contribuem para que dias melhores possam chegar a todos os cidadãos dessa ilha com tantos desafios a enfrentar.
Presenciar os acontecimentos do mundo moderno e contemporâneo a partir da segunda metade do século XX início do século XXI, Ihe conferiram não apenas o papel de espectadora das transformações ocorridas no mundo e na cidade pela qual foi adotada desde o seu nascimento e onde permanece até os dias atuais. Aqui, a autora, também assumiu o papel de cidadã ativa participativa, questionadora, investigadora e propositora de reflexões para a busca de melhorias do seu espaço urbano. Aqui ela vivenciou e ainda vivencia o que sugere o poeta Bandeira Tribuzi em sua louvação a São Luís:
“Ó minha cidade, deixa-me viver,
Que eu quero aprender
Tua poesia
Sol e maresia
Lendas e mistérios
Luar das serestas
E o azul de teus dias...”
Bandeira Tribuzi
Aqui brincou a sua infância, viveu sua adolescência e se aventurou em sua juventude, desfrutando do prazer de apreciar a cultura local e suas acentuadas transformações, presenciava e ainda presencia o silêncio interrompido ao som de tambores de mina ou de crioula, matracas e pandeirões e das orquestras com as belas toadas de seus cantadores. Saboreia as delícias da culinária, deixa bronzear-se nas praias da ilha e por vezes vivencia a contemplação do nascer e do pôr do sol reluzindo sobre os belos sobrados e casarões de herança português, aqui viveu ainda a experiência de dançar coladinha ao som do reggae que tanto lhe fascina.
Inquieta e sem fugir da luta, nesse seu novo trabalho, podemos conferir a sua preocupação que coloca em evidência os delicados temas comuns a muitas cidades brasileiras: violência urbana e rural, a vulnerabilidade infanto-juvenil, violência doméstica (contra a mulher, contra os idosos e contra pessoas com deficiência), a crise no ensino público, e por fim, a calamidade no sistema de saúde pública. Mais certamente o que caracteriza a grandeza desse novo trabalho da professora Lúcia Castro são os apontamentos de caminhos e a visibilidade de ações que possam corroborar para o enfrentamento dos desafios. Não há uma narração desprovida de esperança e de ação, mais sim um convite ao protagonismo cidadão com fundamentação em experiências e pesquisas que possam suscitar reflexões e alternativas de mudanças no comportamento individual que certamente irão refletir no coletivo de quem vive nesta cidade.
Concluo a minha percepção a cerca desse novo trabalho da professora Lúcia Castro, com a admiração de sempre, pela incansável pesquisadora e escritora que traz em suas obras não apenas o objeto de sua pesquisa mais uma narrativa envolvente que traz consigo o sentimento e a emoção que proporciona ao leitor um encontro de compreensão e envolvimento com a obra. Confesso a minha satisfação pelo convite a escrever algumas palavras nesta que certamente será uma obra que chegará a muitos leitores e que se apresenta como um convite a assumirmos o compromisso de protagonistas para tornar a nossa cidade um espaço melhor para todos, e com essa compreensão, não é nenhum exagero dizer que a autora dessa pesquisa é uma mulher que caberia nas páginas do seu próprio livro, pois nunca foge de suas lutas e já tem o seu protagonismo assegurado como mais uma das “valentes mulheres do Maranhão”.
Francisco Júnior Marques de Araújo, nascido na cidade de Buriti Maranhão em 22 de setembro de 1969, licenciado em Educação artística pela Universidade Federal do Maranhão-UFMA, atuando hoje como professor, na rede estadual de ensino em São Luís. Autor dos livros: “Maranhão: história em versos de cordel” e “Confissões de um presidiário e o perigo das drogas”, é cordelista, poeta e compositor com atuação no cenário cultural de São Luís e hoje também é ocupante de uma das cadeiras da ABALC - Academia buritiense de Artes, letra e ciência na cidade onde nasceu.



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